D’ALE fala em evolução ao longo do ano no Inter
Capitão e camisa 10 do Internacional, Andrés D’Alessandro pode fazer sua estreia na Primeira Liga nesta quarta-feira. Titular contra VEC e Novo Hamburgo no Gauchão, o meia argentino está à disposição do técnico Antônio Carlos para encarar o Fluminense a partir das 19h30 no Beira-Rio, pela segunda rodada do torneio nacional.
Aos 35 anos, D’Ale volta ao clube após uma temporada de atuação no River Plate (ARG). Em entrevista coletiva após o treinamento desta terça-feira, ele avaliou este início de 2017 vermelho, comentou o regresso a Porto Alegre e fez a projeção do duelo contra os cariocas. Confira!
Autoanálise
– Eu não faço análise para fora, faço só para mim e depois com o treinador. Se preciso melhorar em alguma coisa, a gente acerta durante a semana e no vestiário. Sei quando jogo mal, quando jogo bem, sou consciente. Sei quando meu trabalho é bem feito e quando fico devendo.
Análise do time
– São vários pontos para levar em conta. A gente ainda não fez um mês de trabalho, começamos a pré-temporada dia 11 de janeiro. Não é desculpa, mas após o ano complicado de 2016, não podemos esperar que tudo mude em 20 dias, precisamos ir devagar. Temos um treinador que chegou este ano e precisa de tempo para trabalhar e conhecer os atletas. Chegaram jogadores novos, têm muitos atletas da base que precisam se adaptar e nos conhecer mais. É uma série de fatores que precisamos levar em conta. Temos que ficar tranquilos e não entrar na loucura. Quem manda no futebol sempre é o resultado, obviamente. Eu volto a repetir, depois do ano complicado que o torcedor teve em 2016, a cobrança existe. Normalmente existe, imagina na situação atual. Vamos ter que conviver com a pressão e com a cobrança, faz parte do futebol. Temos que ter o caráter e a personalidade para confrontar essas coisas. Com o tempo vamos ver se encaixamos e se a gente consegue fazer um time bom e competitivo, como o treinador quer.
Mudanças fora de campo
– Eu não posso falar que estava tudo bonito quando eu cheguei, porque não estava. Não posso opinar muito sobre o ano passado, pois não convivi no vestiário, não convivi com as pessoas que trabalharam no clube. Vivi o Inter de longe no ano passado. Acompanhei, a gente sofreu junto, obviamente, porque são muitos anos aqui. Aconteceu uma situação que ninguém esperava, e o clube precisa se reestruturar e se reorganizar, tanto no vestiário, quanto na comissão e na direção. A gente precisa começar de novo e é o que está sendo feito. Ano passado foi difícil, nós vimos coisas que aconteceram que o pessoal que trabalha faz tempo aqui e o torcedor não mereciam, mas o futebol é isso. Agora temos que nos levantar e dar essa alegria para o torcedor, que precisa ter paciência. O pessoal que chegou agora não encontrou um clube normal, pois o clube não está bem. Eu peço apoio para a torcida, porque a gente desse lado vai fazer de tudo para ter um ano competitivo e conseguir o que todo mundo quer.
Postura da equipe
– Quando falei de passivo, é aquela coisa de brigar, de ter raça e ter vontade. Acho que vontade não faltou, mas a gente poderia ter lutado mais no primeiro tempo (contra o Novo Hamburgo). Acredito que não vai se repetir. Sempre falei o mesmo e eu penso isso: pode estar mal tecnicamente, mas o que não pode faltar é corrida, marcação e doação dentro de campo; o torcedor reconhece esse trabalho. Então esse é um ponto forte que a gente não pode perder. O jogo hoje é difícil, mas estamos confiantes que o time pode continuar evoluindo, e que não vai repetir alguns erros anteriores.
Partida contra o Fluminense
– Não sabemos o time ainda, mas todos treinaram e estão à disposição. Vai ser um jogo difícil, contra um time competitivo, que tem muita qualidade. Uma equipe com jogadores ligeiros, rápidos e experientes. Um treinador muito bom, muito capaz, que enxerga futebol muito bem.
Importância da vitória
– O futebol muitas vezes é injusto, porque se depende do resultado. Não se analisa o jogo em si, o empenho, se tu mereces ganhar ou não, se o adversário chegou duas vezes e fez dois gols, se um time criou 20 chances e não foi efetivo. Muitas vezes só se analisa o resultado. É importante, mas temos que melhorar como grupo, como equipe, é a nossa prioridade. Nós tomamos gols de contra-ataque, isso não pode se repetir, sabemos. Temos que ficar mais bem posicionados, tem que recompor mais rápido, não pode voltar caminhando, nós sabemos de tudo isso. No jogo desta quarta, temos que ver uma mudança em relação ao primeiro tempo com o Novo Hamburgo. E assim a gente vai melhorando. Claro que o resultado é importante, mas eu prefiro jogar bem amanhã, que o Inter mostre uma evolução, que o Inter volte a mostrar um time equilibrado e compacto pois assim a vitória vai aparecer.
Posicionamento em campo
– Eu falei com o treinador quando voltei e disse que queria jogar. Se ele precisar de mim por fora, como joguei contra Novo Hamburgo e Veranópolis, mesmo não tendo essa força física para fazer a beirada, eu vou fazer. Se o time precisar, eu não tenho problema em fazer. Eu nunca condicionei o treinador. Vocês sabem a minha posição habitual, que sempre a de meia, daqueles que tem pouco no futebol de hoje em dia. Tem muito meia jogando pelo lado ou como segundo atacante ou recuado para jogar em cima do volante. Mas onde ele precisar eu vou. O importante é chegar no final do ano e a gente estar na série A.
Foto: Divulgação | Internacional
